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Método analítico no ensino do Futebol





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O método analítico vem sendo muito utilizado desde a década de 60. A também chamada "série de exercícios" e "das partes" é caracterizada pela aprendizagem do jogo através das técnicas básicas e formas analíticas executadas sem a presença de adversário ou oposição, ou seja, as técnicas são fragmentadas e o processo de ensino-aprendizado se desenvolve em sequência, do simples para o complexo, buscando alcançar a técnica ideal (MATTA; GRECO, 1996; CORRÊA; SILVA; PAROLI, 2004; TONROLLER, 2004).

Vale destacar que a técnica ideal é aquela que possui um modelo, padrão aceitável, onde o técnico não pode negligenciar o princípio da individualidade, o estilo, no qual a execução de uma técnica sofre influência do padrão individual de realização do gesto (BOMPA, 2002).

Dentre escolinhas, categorias de base e o futebol profissional, o método analítico foi o método mais utilizado nos primórdios do treinamento técnico (LEITÃO, 2010). Nos dias de hoje ele é também muito difundido, como exemplo, Pinto e Santana (2005) encontraram esse método como o mais utilizado nas aulas de futsal.

O modelo analítico mostra-se eficiente em movimentos com alto nível de complexidade técnica (dificuldade) e baixo nível de organização (sequência das ações) (CORRÊA; SILVA; PAROLI, 2004). Pois a repetição sistemática dos movimentos sem oposição faz o aprendiz focar toda a sua atenção para o aprimoramento do gesto técnico. Alves e Souto (2009), e Armbrust, Silva e Navarro (2010) reportaram encontrar melhoras nos gestos técnicos do futebol com a aplicação do método.

Em contrapartida a falta de oposição na execução dos exercícios não estimula o desenvolvimento da capacidade cognitiva do jogador (tomada de decisão) e o nível de compreensão das relações/interações envolvidas num jogo (Graça e Mesquita, 2007) e (Leitão, 2010).

Apesar disto, Corrêa, Silva e Paroli (2004), e Silva e Greco (2009) encontraram efeitos semelhantes no desenvolvimento dos aspectos cognitivos dos jogadores de futsal do método predominantemente analítico em comparação a outros métodos (lembrando que o método predominantemente analítico também tinha grande carga de jogo).

Vantagens:

Costa (2003):
• Os fundamentos são aprendidos e treinados detalhadamente, sempre dentro do padrão técnico;
• As avaliações e correções são facilmente aplicadas;
• Permite individualizar o ensino das habilidades, respeitando o ritmo de aprendizado de cada aluno.

Canfield e Reis (1998):
• Possibilidade do domínio da técnica;
• Facilidade de organização da sessão de treino (aula).

Desvantagens:

Costa (2003):
• Desmotivante;
• Não há criatividade por parte dos alunos;
• Proporciona um ambiente monótono e pouco atraente;
• Não cria situações próprias do jogo (descontextualização).

Retirado daqui



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