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Principais Lesões no Futebol





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Apesar de ser o esporte coletivo mais praticado no mundo, são poucas as estatísticas que mostram a incidência de lesões no futebol. Algumas estatísticas de 1998, referem a distribuição dos tipos de lesões nos jogadores:

* Distensão - 33% do total das lesões
* Contusão - 24%
do total das lesões
* Torção 19% -
do total das lesões
* Fraturas - 11%
do total das lesões
* Concussão - 3% 
do total das lesões e outras 10%.

Em relação aos órgãos atingidos, a distribuição é a seguinte:

* Pernas 65% do total das lesões;
* Tornozelo 36%
* Joelho 20%
* Coxa 16%
* Braço 13%
* Pé 12%
* Cabeça 10%
* Bacia 9%
* Tronco 6%

Outro aspecto aponta a incidência das lesões no futebol relacionada com a idade do jogador. É estimada que ocorram 3,7 lesões por 1.000 horas de jogo (incluindo treino e competição) nos jovem do sexo masculino durante 1 ano, e 16 lesões por 1.000 horas de jogo entre os adultos veteranos durante o mesmo período. As lesões do pé e tornozelo correspondem a 24% de todas as lesões no futebol sendo o entorse do tornozelo (torção do tornozelo) a lesão mais comum.

O tipo de calçado utilizado no futebol está fortemente associado à gênese de algumas lesões. As chuteiras (calçados utilizados na prática do futebol) possuem travas que aumentam a aderência dos pés aos gramados. Quanto maior o número de travas, maior a aderência e tração mas, por outro lado, este tipo de calçado aumenta significativo o stress no joelho e tornozelo pois o pé firmemente fixado ao solo. Chuteiras com menor número de travas têm menor aderência ao solo mas diminuem as chances de lesão por entorse do joelho e tornozelo. Nestes calçados habitualmente observamos quatro travas no antepé e duas no retropé, ficando o mediopé sem apoio. Este é um dos principais fatores associados às fraturas de stress ou de fatiga do mediopé tão comuns em jogadores de futebol. O que é uma fratura de stress ou de fadiga? A fratura de stress ou de fatiga ocorre quando as exigências a um determinado osso superam sua resistência. O osso está continuamente sendo remodeladoem resposta ao stress, mas algumas vezes este remodelamento é mais lento do que a exigência do exercicio e então ocorre a fratura de fadiga. Quando um atleta tem uma mudança rápida da sua atividade, como no início da temporada, existe uma grande chance de uma lesão por sobrecarga (incluindo fratura de stress) principalmente se precipitada por um calçado que viabiliza estas lesões, no caso, a chuteira.

Outro fator importante na epidemiologia das lesões é a hidratação e a nutrição do atleta. E desidratação e conseqüente desequilibrio hidroeletrolítico particularmente associado a altas temperaturas, diminui significantemente a performance do atleta. Esta, por sua vez, pode levar a dificuldades em manter o controle muscular durante o jogo. Uma boa hidratação durante o jogo são algumas alternativas para minimizar estes problemas. Contudo, as lesões no futebol são ocasionadas na maioria dos casos por fatores extrínsecos, ou seja, pelo contato direto atleta-atleta. É estimado que 43% das lesões ocorram pelo contato com o adversário e que 24% das lesões decorram de traumas isolados.

Embora freqüente, o entorse não pode ser banalizado. Um entorse mal tratado leva freqüentemente a sérios prejuízos para o atleta. É importantissimo o adequado tratamento desta lesão para minimizar as suas sequelas. A principal delas, a instabilidade crônica, está fortemente associada ao tratamento mal-instituído. Diante de um entorse do tornozelo, pacientes que têm história de entorse prévio têm 50% de chances de repetir a lesão enquanto nos pacientes que não têm história de entorde prévio estas chances são de 10%, aproximadamente.

Não apenas as lesões musculares são importantes. Há também as lesões neurológicas no cérebro e na coluna vertebral. Um jogador costuma cabecear em média 10 vezes durante um jogo e muitas vezes nos treinos.

Por isto é imprescindível que os profissionais da saúde ligados ao futebol aprendam a lidar com as lesões efetivamente associadas a este esporte, e elas são bastante freqüentes.

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Fontes adicionais:
www.sbmcp.org.br e www.sbot.org.br


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