Atuação do goleiro no Futebol








1. AÇÕES DE ORIENTAÇÃO
Por estar em situação privilegiada, de onde consegue visualizar basicamente todos os demais atletas em campo, o goleiro deve desenvolver qualidades de orientar seus companheiros, diminuindo a margem de erro da equipe, principalmente na organização defensiva. Basicamente, pode interferir nas seguintes situações:• Posicionamento de defesa;
• Orientações no sistema de cobertura;
• Manter a concentração dos companheiros;
• Formação de barreiras;

2. AÇOES DE REPOSIÇAO
Constituem as situações onde o goleiro irá repor ou tentar fazer a reposição da bola para seus companheiros. As reposições podem ocorrer sob duas formas:

2.1 Com os pés – usando a técnica do passe/chute:
• No tiro de meta;
• Faltas próximas a sua área;
• Quando realiza uma defesa de retenção e quer atingir um espaço distante na reposição utilizando o movimento do voleio ou bate-pronto;
• Quando recebe intencionalmente a bola de um companheiro e precisar dar seqüência ao jogo, quer passando a um companheiro, ou transferindo para o setor ofensivo, colocando a bola em disputa;

- VANTAGEM: cobre espaços mais longos e imprime mais velocidade à bola;

- DESVANTAGEM: se não for muito bem treinado, pode perder em precisão;

DICA: treinar a reposição com os dois pés, possibilitando a utilização do lado não dominante para ganhar tempo;

2.1.1 – Tipos de reposição com os pés

2.1.1.1 – Quebrada – reposição lateral realizada em movimento de voleio. A mão contraria ao pé que irá golpear a bola, apara a bola a meia altura com o braço entendido á frente do corpo, e com a perna que irá realizar o movimento posicionado atrás. O atleta solta a bola, ou a lança levemente para cima, realizando o movimento de voleio para golpeá-la. É interessante salientar que, com o hábito do gesto formado, o atleta pode começar a imprimir efeito, tocando mais acima (top spin) ou abaixo (back spin) na bola, facilitando a recepção e domínio, e também aumentando a velocidade. Efeitos laterais (side spin), podem ser aplicados para que a bola tenha uma trajetória curva.
2.1.1.2 – De bate pronto lateral: a bola é solta de meia altura ao lado do corpo e é golpeada simultaneamente quando toca o solo;
2.1.1.3 – De bate pronto frontal: idem ao gesto anterior, porém a bola é solta a frente do corpo;
2.1.1.4 - Em bolas paradas ou recebidas em situação de jogo, usando as faces possíveis do pé conforme a técnica individual do passe/chute
2.2 Com as mãos: essencialmente utilizada quando o goleiro realiza uma defesa de retenção, ou recebe de seu companheiro em acordo com as regras. É usada principalmente em espaços curtos e médios frequentemente, e longos ocasionalmente.

- VANTAGEM: maior precisão

- DICA: trabalhar a reposição com as duas mãos, possibilitando a utilização do lado não dominante para ganhar tempo;
2.2.1 – Tipos de reposição com as mãos
2.2.1.1 – Com as duas mãos em bolas rasteiras: pode ser usada em reposições curtas. Ganha-se em precisão, mas perde-se em distância e velocidade;
2.2.1.2 – Com as duas mãos pelo alto: o atleta segura a bola com as duas mãos à frente do peito ou sobre a cabeça. A bola é lançada em trajetória parabólica. Em geral, usada para superar obstáculos próximos e com rapidez;
2.2.1.3 – Com uma das mãos em movimento de lançamento por baixo: pode-se arremessar a bola em trajetória rasteira, facilitando domínio e andamento de jogo, em trajetória reta, dando maior velocidade e em trajetória parabólica, superando obstáculos;
2.2.1.4 – Com uma das mãos em arremesso de gancho: O atleta segura a bola com uma das mãos, posicionando-se lateralmente ao objetivo, com a perna contrária a frente. No momento do arremesso, quadril e tronco devem girar na mesma direção do pé que está a frente indicando o destino final da bola. A continuação do movimento do braço, proporciona melhora na direção e da força aplicada à bola. Utilizando-se do gesto correto, possibilita alcance de pontos mais distantes e dá mais velocidade a bola;
2.2.1.5 – Com uma das mãos em arremesso de ombro: o atleta segura a bola com uma das mãos e arremessa em direção ao solo, podendo imprimir efeito para que esta não perca velocidade;

3. AÇOES DEFENSIVAS

Constituem a principal função do goleiro: evitar o êxito do adversário com ações de pegadas, rebatidas, saídas, saltos, deslocamentos e quedas.
Dividem-se em ações defensivas de “rebater ou espalmar”, quando o goleiro utiliza as técnicas para afastar ou desviar a trajetória da bola, e ações defensivas “de retenção”, que são utilizadas para manter a posse da bola com as mãos.
Estas ações podem ser realizadas “com ou sem salto”, e ainda, “parado ou em deslocamento” (frontal, lateral, diagonal e para traz). Neste último caso, o atleta deverá também desenvolver condições físicas coordenativas específicas, como agilidade e relação espaço/tempo.
Nas ações defensivas, para escolher a técnica a ser utilizada, o atleta deverá fundamentalmente conhecer quais técnicas são mais eficientes, considerando a trajetória da bola:
• Bolas rasteiras: encaixe ou entrada em bolas frontais, rebatida/espalmada e pegada em bolas laterais;
• Bolas médias: encaixe e pegada frontal com as duas mãos. Nas bolas médias, em caso de insegurança ou dificuldades, como condições climáticas por exemplo, o goleiro poderá realizar a defesa em dois tempos, rebatendo a bola em direção ao solo diminuindo sua velocidade e fazendo a retenção no segundo momento. Nas bolas médias laterais, o goleiro poderá escolher entre a técnica de desviar ou reter a bola, dependendo da distância, velocidade e condição climática;
• Bolas altas: o atleta deve acompanhar a sua trajetória desde o inicio. Em caso de disputa, saltar e tentar alcançá-la no ponto mais alto, desviando sua trajetória ou fazendo a retenção com as duas mãos e trazendo-a junto ao corpo para proteção. Nas bolas altas em direção ao gol, o atleta deverá estar bem treinado para perceber a qual distância dele a bola irá atingir sua meta, e calcular quantos passos serão necessários antes de saltar para realizar a defesa.
Nas bolas mais distantes e altas, a utilização da técnica da “mão trocada” é a mais indicada, possibilitando entretanto, somente o desvio da bola;
• Bolas em parabólica: em geral, esta situação acontece em condições quando o goleiro está adiantado em relação à meta. Neste caso, utiliza-se o deslocamento para traz podendo fazer a retenção através da pegada alta (com ou sem salto), ou saltar para traz e realizar o desvio da trajetória com a mão/ponta dos dedos de maior dominância;
3.1 Ações Técnicas da Rebatida ou Espalmada
Visam desviar a trajetória da bola, quer seja para evitar o gol – chutes e cabeceios, ou para evitar que a bola chegue ao adversário - cruzamentos. Muito utilizada em situações de bola parada, ou bolas laterais, quando a área está congestionada, ocasionando dificuldades para a retenção da bola.
Nas situações de finalização, esta ação defensiva deve ser priorizada nas bolas distantes, onde necessitam de deslocamento, salto, ou as duas situações juntas, e ainda em bolas de curta distância - “queima roupa”, onde não há tempo para a preparação do movimento de retenção.
3.2 Ações Técnicas para Retenção ou PegadaSão utilizadas para reter a bola com as mãos possibilitando a continuidade do jogo com a posse de bola para a equipe.


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